Antidemocrático como xingamento

5AlU5RYsEstas eleições vemos uma disputa interessante, além da tradicional competição de promessas entre os candidatos. Os dois lados se acusam de ser uma ameaça à democracia. Ouvimos alegações de que lutar para direitos específicos para algumas minorias seja “democrático” e defender direitos iguais; questionar noções como dívida histórica e livre migração seriam antidemocráticos. Toda ideia do adversário é rotulada como antidemocrática. E isso basta para deslegitima-la e não debater a questão no mérito. Continuar lendo “Antidemocrático como xingamento”

Quanto conta (ainda) a televisão nas eleições?

5AlU5RYsCostumamos pensar que a TV “faça a cabeça” das pessoas (sempre dos outros, claro ).

Afinal, é um fato que sempre ganhou a corrida presidencial o candidato com mais tempo de propaganda eleitoral “gratuita”. O problema é: o tempo depende do numero de parlamentares, mais parlamentares apoiam o candidato, mais tempo ele terá. Então quem vence as eleições ganha por ter mais tempo ou por ter mais apoio? Sem considerar que poderia se tratar de uma simples correlação e não de uma causalidade. Continuar lendo “Quanto conta (ainda) a televisão nas eleições?”

Um país refém

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Um país refém da paralisação dos caminhoneiros, refém do crime, refém na Linha Vermelha, escondido atrás do carro, esperando que o tiroteio acabe. Um país refém da bala perdida, do arrastão, do golpe por telefone, do sequestro relâmpago, de pivetes na rua (tente traduzir estas palavras em qualquer outra língua). Um país refém que mata mais que a Síria e o Iraque, que resolve só 8% dos homicídios, refém de não poder se defender.

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